Sobre o Colectivo Entrelaçar
O Colectivo Entrelaçar surge como uma emergência.
Por um lado, pela urgência de oferecer suporte a pessoas e locais naturais devastados por incêndios e tempestades, que precisam de apoio para as suas casas, animais e terras.
Por outro, emerge como as ervas daninhas: na missão de regenerar solo e devolver integridade à relação entre seres humanos e ecossistema.
Somos, por isso, um colectivo, coordenado por Andreia Guerra, Íris Garcia e Margarida Salvado, que opera de forma totalmente voluntária e apoia directamente projectos comunitários rurais em todo o território português.
O colectivo nasce após as tempestades que assolaram o centro do país no início de 2026, já após uma época de incêndios devastadora no Verão de 2025. A gestão de impactos ambientais como estes no nosso território é essencial para construirmos comunidades seguras, resilientes e saudáveis.
Acreditamos que a regeneração requer tempo, proximidade e continuidade.
Queremos por isso dar apoio consistente, não só no momento em que a crise acontece, mas sobretudo no longo tempo que demora a reparar.
Acreditamos ser tão importante a ação directa como a informação educativa ecológica, pragmática e actualizada, para que a regeneração seja de facto sustentada e eficiente a curto, médio e longo prazo.
A teia do bosque

Clara iniciou o seu percurso académico no campo da expressão artística, com formação e experiência nas áreas da cenografia, figurinos, teatro e instalação. O desejo de viver verdadeiramente alinhada com os processos e ciclos que sustêm a vida levam-na a procurar integrar conhecimentos vários nas suas práticas pessoais e profissionais, conhecimentos que transbordam em perguntas e a resignificam enquanto ser mamífero e ecológico, feito e sustentado por muitos outros.
Os seus trabalhos de criação artística surgem como ensaio de paradigmas e posicionamentos no mundo, referindo as mais recentes: “Em Terra Nos Pés” – Uma peregrinação do nascer ao pôr. (2025, Teatro Amélia Rey Colaço); De Com Pó” – Imersão pela decomposição que compõe o tecido da vida. (2025, monte da amOrada); “Seiva Rio que Corre” – Uma viagem guiada pela água e pela serpente (2024, Fluviário de Mora).
Desde 2022, que colabora com projetos pedagógicos vários (Nautiluz Hub, LPN, Projeto Novas Descobertas e Patas Tenras) onde tem vindo a desenvolver trabalho com crianças de várias idades, em contextos de educação não formal com foco em regeneração e comunidades de aprendizagem. Na procura de experiência e conhecimento no campo da agroecologia e regeneração passou por diversos projetos, entre eles a Navdanya Biodiversity Farm, Terra Sintrópica, Terra Alta, Idanha-à-Vida e a Quinta do Vale da Lama.
Agora mais assiduamente dedica-se ao projeto CECAI (Centro de Experiências Culturais e Artísticas Integradoras), parte da associação monte da amOrada. CECAI é um centro de convergências de linguagens e ideias, através do qual se pretendem cultivar espaços e práticas de regeneração ecológica, social, cultural e económica.

Sou facilitadora de processos de reconexão com a Natureza, o Corpo e a Consciência, inspirada por uma visão integradora do feminino, da espiritualidade e dos ciclos vivos da Terra. A minha formação de base é em Educação de Infância, com especialização em Pedagogia Waldorf e Educação Especial, integrando também o caminho como professora de Yoga. O meu percurso entrelaça práticas terapêuticas, sabedoria ancestral e caminhos de autoconhecimento, criando espaços de escuta, transformação e presença.
Uma das vertentes centrais do meu trabalho é a Terapia de Astrologia da Mãe Divina, originária do Útero do Mediterrâneo, uma abordagem simbólica e intuitiva que honra a dimensão sagrada do feminino, os ritmos da vida e a memória ancestral inscrita em cada ser através do seu mapa estelar e terreno do qual faço a leitura. O meu caminho inspira-se também nos antigos cultos do território Ibérico, no paganismo e no animismo como vias de reencontro com os ossos, com a memória profunda da Terra e com a sua sabedoria primordial. As múltiplas manifestações e nomes da Grande Mãe, assim como, na linhagem das Rosas e nos seus cultos e Mistérios, onde me encontro com uma linguagem viva que forma Bosque e Corpo em todos os movimentos da vida da Mulher, são a minha devoção.
A Terra que cuido e me cuida é o meu deslumbramento.

Mulher, Mãe, Mamífera, neuro-diversa e altamente sensível.
O meu trabalho é o entrelaçamento vivo de animismo, corpo, herbalismo e terapia.
Actuo enquanto Terapeuta de trauma e doula, especializada em saúde feminina, trauma gestacional, de parto, pós parto, maternidade, perda gestacional, interrupção voluntária da gravidez, trauma transgeracional, alta sensibilidade e neuro-diversidade.
A minha formação académica base é literatura, dramaturgia e dança, tendo evoluido para terapia somática.
Educadora eco-somática, de dança ancestral ritual, animismo e paganismo Ibérico, centrado no culto das Senhoras enquanto Natureza Selvagem.
Herbalista especializada em saúde da Mulher, cozinha medicinal, tradições populares, eco-mitologia e culto pagão das plantas.
Há 25 anos a cuidar Mulheres.
Investigadora voraz, criadora ardente, facilitadora e autora no compromisso do cuidado ao sensível e ao profundo.
Curiosa e devota dos caminhos vivos que mapeiam o chão e a alma.

Joana Martins (ela/dela) é antropóloga, investigadora, artesã, ecofeminista e pagã, natural de Azeitão, Setúbal.
O seu trabalho de investigação tem-se focado no cruzamento da religião, espiritualidade, género e ambiente, partindo do paganismo contemporâneo. Tem explorado a vivência dos ciclos naturais, os impacto e o papel da espiritualidade nos processos identitários, na participação política e socioambiental, nas relações de poder, no cuidado, na regeneração e no bem-estar. Através do seu trabalho tem refletido sobre construção de comunidade na relação com a Terra, sendo as suas abordagens ancoradas no ecofeminismo.
No seu projeto de Macramé Intuitivo, Under the Moon Strings, o qual foi explorando e aprendendo sozinha, traz a arte de tecer a vida com nós e com as mãos. A sua arte está profundamente marcada pela sua visão enquanto antropóloga e pela sua visão ecoespiritual pagã. O trabalho artístico, espiritual e profissional que desenvolve promove um cuidado profundo pelas forças da natureza e pelas pessoas e as peças que cria emergem dessa relação. Acredita que a criatividade, o que criamos e como agimos perante o mundo pode contribuir para construir um espaço de regeneração, cuidado mútuo e de respeito por todes aqueles que nele habitam.

De flor e osso, farejadora de territórios e estudiosa dos ecossistemas que tecemos e nos tecem, em relação constante.
A minha formação académica inicia-se nas ciências da comunicação, nas áreas da comunicação estratégica e jornalismo, expandindo-se para programação em web, com foco em ferramentas de mapeamento digital.
Investigadora e facilitadora das relações entre as comunidades e os seus lugares, no âmbito do planeamento de espaços públicos, placemaking e community engagement. Programadora ávida, interesso-me particularmente por explorar tecnologia como ponte e veículo de relação. Mais recentemente, procuro aprofundar conhecimento e experiência nas áreas da agrofloresta regenerativa, agricultura sintrópica e permacultura.
Escrevo, caminho, cuido e crio, eternamente apaixonada pela teia que nos conecta uns aos outros e à Terra.

Chego a este espaço com o propósito de cuidar.
Sou mulher, mãe, companheira e amiga e é nesta rede de relações que sustento o meu lugar de terapeuta transpessoal.
Já trilhei vários caminhos que para sempre me compõe mas é no cuidar do outro que me revejo e entrego neste momento da vida.
Cuidar do outro na sua travessia interna, de mão dada e candeia acesa, para que os territórios mais densos possam ser atravessados com sustento, as alegrias celebradas e testemunhadas e os lugares de transição amparados.
Seja qual for o momento da vida, de profunda dor ou curiosidade interna, aqui estou de colo e coração abertos para te receber.
Abraço-te.
Queres fazer parte deste tecido orgânico de Suporte que vamos cerzindo e prestar apoio a outres?
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